Vai o sol
E vem o luar
Cantam as ondas
Do alto mar
Em som uníssono
E sem par
O gado volta
P’ra o lar
E o pastor
A relaxar
Após a jornada
Por completar
As gralhas
Sobre o arvoredo
Cantam em coro
O seu segredo
Livrando-as de
Todo o medo
A criancinha
A chorar
P’ra um conto
De sonhar
Após um sono
De tanto pensar
A folha verde
Deixa a função
Clorofilina
E entra em acção
A respiração
Na escuridão.
Acabou-se
Mais um dia
P’ra começar
A noite fria
E os dois corações
Aspiram p’ra companhia.
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Thursday, 25 August 2011
Friday, 1 April 2011
Clara de Menezes - Um pôr-do-sol em Gaspar Dias
Qual bola de ouro o Sol caiu no mar,
Detrás da Fortaleza de Aguada,
Uma nuvem cinzentra enviuvada
Chora com as demais o seu azar.
Um grupo de boémios lança ao ar
Foguetes para atrair a petizada
E a Banda da Polícia, entusiasmada,
Toca peças selectas, de encantar.
Divorciam-se os amantes, do prazer,
Porque a Lua teima em não aparecer
No céu coberto de cerrado luto.
A praia, uma noiva insinsuante,
Do turista paraíso fascinante,
De fino gosto delicioso fruto.
Detrás da Fortaleza de Aguada,
Uma nuvem cinzentra enviuvada
Chora com as demais o seu azar.
Um grupo de boémios lança ao ar
Foguetes para atrair a petizada
E a Banda da Polícia, entusiasmada,
Toca peças selectas, de encantar.
Divorciam-se os amantes, do prazer,
Porque a Lua teima em não aparecer
No céu coberto de cerrado luto.
A praia, uma noiva insinsuante,
Do turista paraíso fascinante,
De fino gosto delicioso fruto.
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