Hoje é o Divali, cada um ilumina a sua habitação
Como hei-de iluminar rua, que habito, se nada tenho à mão!
Hoje é o Divalio, cada um, tomando banho ostenta novos vestidos.
Como hei-de mudar os farrapos que visto – pois é uma regalia dos tidos.
Hoje é o Divali, cada um vai a Devalaia para fazer um Namascar a Deus
Não o faço – não o farei – digo-o descaradamente, podem dizer que sou dos ateus.
Hoje é Divali, cada um dá presentes aos amigos e parentes.
O que hei-de oferecer eu – que presentes farei – pois só me restam dentes.
Hoje é o Divali, cada um prepara para “Fou”, mil e um pratos
O que hei-de preparar eu – pois no lugar onde eu moro nem há ratos.
Hoje é o Divali, cada um convida para “Fou”, os seus amigos e vizinhos.
Para que hei-de e a quem hei-de convidar eu – pois estes, não existem aos pobrezinhos.
Hoje é o Divali, cada um se sente feliz em companhia da sua dama,
A minha dama – companheira fiel que nunca me larga, é esta grossa lágrima.
Hoje é o Divali, coração de cada um está cheio de alegria
Mas, o meu está inundado de tristezas, negá-lo falsidade seria.
Hoje é o Divali, cada um se lembra com gratidão Xri Krisna que matou o Narakassar
Mas, eu espero – aguardo com impaciência. Xri Krisna que matará o “Daridyassar”.
Hoje é o Divali, cada um festeja a libertação da injusta prisão do opressor dos milhares dos inocentes.
O meu Divali, festeja a libertação da injusta prisão do opressor dos milhares dos inocentes.
O meu Divali, festejarei eu, naquele dia em que serão libertos da miséria, eu, e como eu milhões dos entes.
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Thursday, 23 June 2011
Sunday, 19 June 2011
Ananta Rau Sar Dessai - Divali do milionário (1963)
Hoje é o Divali, cada um ilumina a sua habitação.
Eu, não só iluminei minha, mas, até dos serviçais do meu avião.
Hoje é Divali, cada um tomando banho ostenta novos vestidos.
Eu, não só fiz vestir as minhas amantes, mas, até amantes dos meu tios, irmãos.
Hoje é Divali, cada um vai à Devalaia, para fazer um Namascar, a Deus.
Eu, porém, lancei alicerces duma nova Devalaia. Desperdício!, dizem ateus.
Hoje é o Divali, cada um dá presentes aos amigos e parentes.
Eu não só dei este, mas mandei dar inda nas escolas aos estudantes.
Hoje é o Divali, cada um prepara para Fòu, mil e um pratos.
Eu contratei dúzia de cozinheiros – calculem! – preparai tantos!
Hoje é o Divali, cada um convida para Fòu, os seus amigos e vizinhos.
Eu, não só convidei a estes – até chamei pelos jornais do pais, todos pobrezinhos.
Hoje é o Divali, cada um sente feliz em companhia de sua dama.
Eu estou felicíssimo – pois com dinheiro um “sem número” de damas me ama.
Hoje é o Divali, coração de cada um está cheio de alegria.
Mas, o meu está inundando dela – negá-lo grossa falsidade seria.
Hoje é o Divali, cada um se lembra com gratidão Xri Crisna que matou o Narakassur.
Mas, eu espero – aguardo com impaciência Xri Crisna que matará o Samajassur.
Hoje é Divali, cada um festeja a libertação da injusta prisão do opressor dos milhões dos inocentes.
O meu Divali, festejarei eu até aquele dia – enquanto não sejam libertos da miséria milhões dos entes.
Eu, não só iluminei minha, mas, até dos serviçais do meu avião.
Hoje é Divali, cada um tomando banho ostenta novos vestidos.
Eu, não só fiz vestir as minhas amantes, mas, até amantes dos meu tios, irmãos.
Hoje é Divali, cada um vai à Devalaia, para fazer um Namascar, a Deus.
Eu, porém, lancei alicerces duma nova Devalaia. Desperdício!, dizem ateus.
Hoje é o Divali, cada um dá presentes aos amigos e parentes.
Eu não só dei este, mas mandei dar inda nas escolas aos estudantes.
Hoje é o Divali, cada um prepara para Fòu, mil e um pratos.
Eu contratei dúzia de cozinheiros – calculem! – preparai tantos!
Hoje é o Divali, cada um convida para Fòu, os seus amigos e vizinhos.
Eu, não só convidei a estes – até chamei pelos jornais do pais, todos pobrezinhos.
Hoje é o Divali, cada um sente feliz em companhia de sua dama.
Eu estou felicíssimo – pois com dinheiro um “sem número” de damas me ama.
Hoje é o Divali, coração de cada um está cheio de alegria.
Mas, o meu está inundando dela – negá-lo grossa falsidade seria.
Hoje é o Divali, cada um se lembra com gratidão Xri Crisna que matou o Narakassur.
Mas, eu espero – aguardo com impaciência Xri Crisna que matará o Samajassur.
Hoje é Divali, cada um festeja a libertação da injusta prisão do opressor dos milhões dos inocentes.
O meu Divali, festejarei eu até aquele dia – enquanto não sejam libertos da miséria milhões dos entes.
Tuesday, 5 April 2011
Dessai - Presto-te Homenagem Lokamanya, Presto-te Homenagem (1962)
Swarajya, é o meu direito do nascimento
Disseste com todo e raro atrevimento
O Inglês tivera o primeiro viramento
Presto-te homenagem Lokamanya…
O Kessori que fundaste estava bramindo
Com ecos de Swarajja estava enchendo
O céu do pais. E o Inglês estava suando
Presto-te homenagem Lokamanya…
“Es homem ou demo?” perguntou-te o polícia
Por roncar no carro que a prisão conduzia
“Sou homem, mas com fé” disseste com ironia
Preto-te homenagem Lokmanya…
Defendeste o teu pleito com a tua boca
Jurisprudência inglesa tornaste oca
Ensinaste no foro gramática – não pouca
Presto-te homenagem, Lokmanya...
Progenitor do desassossego indiano
Chamou-te para vexar juiz britaniano
O vexame tornaste em glória com tino
Presto-te homenagem Lokamanya...
“O líder de Teli-taboli” cognominavam
“O orador de Kamathipura” blasfemavam
Daqueles, daqui, força tiravas, ignoravam
Presto-te homenagem, Lokamanya...
Escreveste Guita Rahaxxa, de Universal
Reputação com a descoberta original
Nos astros, mudaste a teoria secular,
Presto-te homenagem, Lokamanya...
Em sete modestos tercetos de poesia
A tua vida nem o Grande Vyas descrevia
Como a Ananta possível seria?
Saturday, 12 February 2011
Ananta Rau Sar Dessai - 15 de Agosto (1962)
Saúdo-te, mais uma vez, jubilosamente, quinze de Agosto,
Queimando a longa escravidão iluminaste o nosso rosto.
Saúdo-te, mais uma vez, calorosamente, quinze de Agosto,
Deste-nos a liberdade, fazendo sair o Inglês com desgosto.
Saúdo-te mais uma vez, almejadamente, quinze de Agosto,
Saúdo-te, mais uma vez, delirantemente, quinze de Agosto,
Entusiasmas os jovens; molhas da comoção, dos velhos do rosto.
Saúdo-te, mais uma vez, aclamantemente, quinze de Agosto,
Saudar-te-ão, enquanto a Lua e o Sol estiver no seu posto.
Queimando a longa escravidão iluminaste o nosso rosto.
Saúdo-te, mais uma vez, calorosamente, quinze de Agosto,
Deste-nos a liberdade, fazendo sair o Inglês com desgosto.
Saúdo-te mais uma vez, almejadamente, quinze de Agosto,
Da “colónia da Coroa” deste-nos da Nação, o digno posto.
Saúdo-te, mais uma vez, fervorosamente, quinze de Agosto,
O “povo indiano” no seu lugar da honra foi por ti reposto.
Saúdo-te, mais uma vez, fervorosamente, quinze de Agosto,
O “povo indiano” no seu lugar da honra foi por ti reposto.
Saúdo-te, mais uma vez, vivamente quinze de Agosto,
O papel de animar os povos dominados lhe está imposto.
Saúdo-te, mais uma vez, animadamente, quinze de Agosto,
Um lugar de honra, no calendário do Mundo lhe está proposto.
Saúdo-te, mais uma vez, entranhadamente, quinze de Agosto.
O papel de animar os povos dominados lhe está imposto.
Saúdo-te, mais uma vez, animadamente, quinze de Agosto,
Um lugar de honra, no calendário do Mundo lhe está proposto.
Saúdo-te, mais uma vez, entranhadamente, quinze de Agosto.
Fazes dançar as crianças, mulheres; comer os doentes com gosto.
Saúdo-te, mais uma vez, delirantemente, quinze de Agosto,
Entusiasmas os jovens; molhas da comoção, dos velhos do rosto.
Saúdo-te, mais uma vez, aclamantemente, quinze de Agosto,
Saudar-te-ão, enquanto a Lua e o Sol estiver no seu posto.
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