Tuesday, 6 January 2015

Laxmanrao Sardessai - A Arequeira (1965)

Franzina e bela
És da aldeia a pérola!
Pareces uma virgem
Pura e graciosa
Mas também ansiosa
Por oferecer ao teu adorado
A tua alma amorosa
Pareces uma juvem,
Clara e sorridente
Que encerra no seu seio
O tesouro de emoções!
Aos teus pés, salta a fonte
E gauddi inocente
De carícias te cerca
E cresces em encantos.
E moves em cadência
O teu corpo gentil e belo,
À brisa ligeira
Que sopra na véspera
A quatro passos está
Erecto e firme e sereno
O teu amado, o coqueirom
E mira contente os teus meneios,
Languidos e eloquentes
E os fluidos imponderáveis
Que saem do seu seio
Envolvem-me, noite e dia,
E dão-lhe vigor e vida!
E ele, o teu amado,
Está ali tão perto
Firme e sereno,
Alto e forte,
A mirar e admirar
A tua beleza!
Mas, quase sempre
Frio e imóvel,
Como uma coluna!
E tu, inquieta e nervosa,
Em vista da sua firme postura,
Amimada pelo sopro do vento,
Em um gesto forte
Procuras abordá-lo,
Tocá-lo com as tuas folhasm
Comunicar-lhe o teu amor,
E então ondulas sacudida,
Pela paixão intensa,
Num contínuo vai-vem,
Até que, num esforço supremo,
Roça o teu corpo franzino e belo,
Pelo seu corpo forte e vigoroso,
E, em um instante,
O beijas em um frenesi,
Suspirando, satisfeita!

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