Wednesday, 4 February 2015

Laxmanrao Sardessai - A Minha Velhice (1966)

- Estás velho, amigo –
Duvido. Mas tenho sessenta, sim –
- Não basta para ser velho?
- Não! Tenho a fescura da relva
E o vigor da palmeira
Tenho o fulgor do sol
E a ligeireza do vento
Tenho a esperança da alvorada
E o ideal do sonho
Tenho a clareza da fonte
E a firmeza do monte
Tenho a ternura do santo
E o fogo do raio
- Mas donde lhe vêm esses raros dons?
- Da tua bondade, amigo.
E da tua vasta simpatia
Que, como tu, milhares me dispensam.

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